Tubarão, 20 de março de 2026.
Povos Sambaquis
Os Povos Sambaquis Parte externa de um sambaqui catarinense formado nas proximidades do Farol de Santa Maria Por volta de 10 mil anos atrás, as transformações da natureza foram responsáveis pelo deslocamento das populações que habitavam o continente americano. A elevação dos níveis de temperatura e dos oceanos motivou os homens dessa época a se deslocarem para as regiões litorâneas da América. A presença humana nessas localidades foi comprovada por meio de aglomerados de conchas e restos de peixes com mais de trinta metros de altura. O nome desse tipo de formação calcária ficou conhecido como sambaqui, termo em tupi que significa “monte de conchas”. A tese mais comum sobre a existência dos sambaquis explica que a sucessão de comunidades litorâneas foi responsável pela acumulação de conchas, ossos de peixes e outros restos de alimento próximos a vestígios de casas e ossadas humanas. Com o passar dos milênios, esses depósitos alcançaram grandes alturas que deram origem a um sambaqui. A formação dessas comunidades corresponde à transformação dos hábitos alimentares do homem pré-histórico das Américas. Com o passar do tempo, a caça e a coleta perderam espaço para uma dieta marcada pelo sistemático consumo de peixes, crustáceos e outros frutos do mar. Examinando a estrutura interna e os terrenos próximos aos sambaquis, percebemos que suas comunidades desenvolveram o artesanato, a escultura e trabalharam com a pedra polida. No Brasil, os sambaquis podem ser encontrados ao longo do litoral nordestino, no Rio de Janeiro, em São Paulo, e em outras partes do litoral gaúcho. Os maiores sambaquis brasileiros foram encontrados nas cidades de São Francisco do Sul, Jaguaruna, Laguna e Garuva, no estado de Santa Catarina, onde temos formações com 30 metros de altura e 400 metros de extensão. O mais antigo sambaqui brasileiro foi encontrado no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem aproximadamente nove mil anos de existência. Em outras partes da América também se noticia a existência dos sambaquis. Em diversas partes da Cordilheira dos Andes, no litoral dos Estados Unidos, no Peru e no Chile é onde encontramos outros vestígios desta importante população pré-histórica. Mais do que noticiar um dado do passado, a pesquisa sobre os sambaquis traça o surgimento e os deslocamentos humanos nas Américas.
Tubarão, 13 de março de 2026.
Povos Sedentários
O ínicio da Organização Social
(grupos sedentários). O ser humano não se sedentarizou imediatamente. Antes
disso, um fator de suma importância foi a divisão de trabalho entre os membros
do grupo. Na maioria desses grupos, a divisão foi feita de acordo com o sexo:
os homens caçavam e as mulheres faziam a coleta de alimentos e cuidavam das
crianças. Posteriormente, o produto do trabalho era dividido entre os membros
do grupo.
Questionamentos
Tubarão, 6 de março de 2026.
Povos Nômades
É
a forma de vida dos povos nômades, isto é, povos que não têm habitação fixa.
Eles não permanecem em um único local. Os nômades são do tipo caçador/coletores,
ou seja, vivem da caça, pesca e da coleta de alimentos. Quando há necessidade,
deslocam-se para procurar melhores condições de vida. Os homens desse período
ainda não eram capazes de transformar a natureza em que viviam, era apenas
parte integrante dessa natureza.
O
nomadismo foi abandonado por volta de 10 mil anos atrás (Era Neolítica) quando
o ser humano aprendeu a plantar. Com a agricultura, os povos não precisavam
mais de ir à busca de outros lugares quando os recursos de uma área acabassem,
o que levou os homens a estocarem alimentos. Consequentemente, a população
começou a aumentar, pois agora havia alimentos para todos. Começaram a surgir
as primeiras vilas e, depois, as cidades.
A
vida do homem começava a deixar de ser simples para tornar-se complexa. Sendo
necessária a organização da sociedade que surgia. Para contabilizar a produção
de alimentos, o homem habilmente desenvolveu a escrita. No início a escrita
tinha função contábil, ou seja, servia para contar e controlar a produção dos
alimentos. Além disso, no Neolítico houve um amplo desenvolvimento cultural
aumento da riqueza e finalmente da qualidade de vida.
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